Ramo de construção sustentável cresce no Brasil

18/11/2021 –

A construção sustentável é a prática de tornar o meio ambiente mais saudável com base em princípios ecológicos, através do uso materiais renováveis ​​e recicláveis ​​na construção de novas estruturas, bem como reduzir o consumo de energia e o desperdício.

Atualmente, tornou-se cada vez mais importante para todos os setores da economia pensar sobre os impactos que causam no meio ambiente e o que pode ser feito para minimizar esses impactos. A indústria da construção civil, por sua própria natureza, é grande usuária de recursos naturais e, devido às crescentes preocupações com as mudanças climáticas e a natureza finita desses recursos, há uma pressão crescente sobre as empresas de construção para reduzir os impactos que causam no meio ambiente. E à medida que o mundo olha para a sustentabilidade, a construção deve seguir o mesmo caminho. Por isso, a indústria da construção civil tem tido um foco crescente na sustentabilidade, e a construção sustentável vem apresentando grande expansão por todo o mundo como uma nova abordagem que melhora a maneira como as pessoas vivem e constroem. Segundo o CREA-SP, no Brasil, a procura por projetos de construção sustentável teve um crescimento de 25,7% no ano de 2020, em comparação a 2019. Embora existam desafios envolvidos na adoção de métodos de construção sustentáveis, também há grandes benefícios.

A construção sustentável é a prática de tornar o meio ambiente mais saudável com base em princípios ecológicos, através do uso de materiais renováveis ​​e recicláveis ​​na construção de novas estruturas, bem como reduzir o consumo de energia e o desperdício. O principal objetivo da construção sustentável é reduzir o impacto da indústria no meio ambiente e, segundo o engenheiro especialista em inovações em construção sustentável, Fernando Augusto Keller Silva, a sustentabilidade na construção concentra-se nos seguintes princípios: conservar, reutilizar, reciclar/renovar, proteger a natureza, criar atóxicos e de alta qualidade.

Keller ainda aponta: “Embora muitos setores diferentes da economia estejam fazendo o que podem para adotar práticas sustentáveis, o setor da construção é único porque tem a chance de afetar significativamente a forma como essas práticas são aplicadas. Isso se deve à grande quantidade de materiais e energia que a indústria utiliza”.

De acordo com a Escola de Sustentabilidade da Cadeia de Suprimentos, obras de construção civil em países que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) usam 25-40% da energia total, 30% das matérias-primas, 30-40% das emissões globais de gases de efeito estufa e 30-40% da geração de resíduos sólidos. É por isso que a construção sustentável está se desenvolvendo como uma solução.

Há uma ideia de que a construção sustentável é cara, o que pode torná-la uma opção menos atrativa. Entretanto, o relatório de 2018 do World Green Building Council (Conselho Mundial de Construção Verde) mostra que, apesar da preocupação com os custos, os proprietários de edifícios verdes relatam que a economia vem através da redução dos custos operacionais graças aos materiais sustentáveis ​​usados.

De acordo com o especialista, a construção sustentável não termina quando a construção está concluída; o próprio edifício deve ter um impacto reduzido sobre o meio ambiente ao longo de sua vida útil. Isso significa que o projeto do edifício deve incorporar elementos que tenham uma influência positiva contínua no impacto ambiental do edifício. Isso pode incluir isolamento adequado para evitar perda de calor, painéis solares para reduzir o consumo de energia e materiais de construção com longa vida útil.

O uso de tecnologia de gerenciamento de projetos, materiais de construção ecológicos e técnicas de manufatura verdes são apenas algumas das maneiras pelas quais a construção está se movendo em direção à sustentabilidade ambiental e econômica. A construção verde, também conhecida como edifício verde, traz muitos benefícios não só para o meio ambiente, mas também para os construtores e seus clientes.

Além do potencial de construção sobre habitats selvagens, o uso de energia da indústria de construção é alto. O maquinário pesado usado na construção ainda depende fortemente de combustíveis fósseis, e mesmo o uso ineficiente de eletricidade pode resultar na queima desnecessária de combustíveis fósseis mais abaixo na linha de fornecimento de energia. Na verdade, a indústria da construção é responsável por incríveis 36% do uso mundial de energia e 40% das emissões de CO2, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

A fabricação e o transporte de materiais podem ter um grande impacto nas emissões de carbono. A mineração de matérias-primas pode resultar na poluição dos lençóis freáticos locais. Ainda de acordo com o PNUMA, a fabricação de concreto resultou em mais de 2,8 bilhões de toneladas de CO2, um número que só vai aumentar à medida que 4 bilhões de toneladas de concreto são despejados a cada ano. A construção também pode resultar em resíduos perigosos, e o descarte inadequado desses resíduos pode resultar em poluição que afeta não apenas o meio ambiente, mas também a saúde das pessoas que vivem naquela área.

Segundo Keller, esses impactos negativos podem ser minimizados com investimento em construção sustentável, pois os materiais utilizados nesse tipo de construção são fabricados a partir da reciclagem dos rejeitos que seriam descartados no meio ambiente. Sendo assim, segundo ele, a construção sustentável está apenas iniciando e será a construção do futuro.

“Casas e prédios construídos com garrafas pet, containers se tornando moradias e escritórios, reciclagem de lixo para a fabricação de tijolos e acabamentos em geral, implantação de fontes de energia limpa como a energia solar, e muito mais… isso é a essência da construção sustentável que acredito que será a construção do futuro.”, conclui ele.

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