Mais uma reviravolta do caso Caio Lemes, o jovem que morreu em razão de uma abordagem mal sucedida da Guarda Municipal de Curitiba.
Um dos guardas municipais, ainda não se sabe o motivo, declarou perante a autoridade policial, no caso a polícia civil, que o jovem Cássio, de 17 anos teria se entregado diante da atuação da Guarda, que inclusive, quando parou de correr se ajoelhou, com as mãos na cabeça, se entregando, portanto, a atuação violenta não seria justificada.
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Diante disso, um dos companheiros da guarda municipal, teria dado um tiro de forma culposa, sem a intenção de matar, inclusive se desesperando em razão da morte do jovem. A partir disso, colocaram uma faca apreendida em outro procedimento, para justificar a ação violenta, alterando o local do crime para tentar justificar a perda de uma vida.
Primeiro ponto a ser analisado é novamente a questão das câmeras nos uniformes, se tivessem ligadas, em pleno funcionamento, nada disso teria acontecido. O desligamento das câmeras já levava a desconfiança.
Em segundo lugar, a Guarda Municipal, não realiza policiamento ostensivo, cuida do patrimônio do Município e, caso identifique alguém em flagrante, deve dar voz de prisão, como qualquer um do povo, mas imediatamente conduzir a pessoa perante a autoridade policial ou chamar a Polícia Militar. Se tivesse encontrado alguém com atitude suspeita, o que não era o caso, pois sequer o jovem estava sendo revistado, deveria ter acionado imediatamente a Polícia Militar, não atirar e alterar a cena dos fatos.
Em terceiro lugar, pode se verificar que existem bons policiais, como o que relatou toda a verdade perante a autoridade policial, assim agiu em respeito aos munícipes e à família do jovem. Não ficaria em paz sem revelar a verdade.
O caso ainda terá muitos desdobramentos, pois provavelmente o caso será levado ao Plenário do Tribunal do Júri, mas a família do jovem já consegue ter um mínimo de paz sabendo que seu filho não seria o culpado de sua própria morte.
A intenção ou não de matar do Guarda Municipal que proferiu o tiro, ainda deve ser analisada com mais detalhes por um processo perante o Poder Judiciário. A justificativa de que teria se defendido e atirado sem intenção fica sem lastro quando ocorreu a colocação de uma arma branca na cena do crime.
Aguarde-se os desdobramentos, mas uma atitude deve ser tomada já pela autoridade, câmeras nos uniformes das polícias.