Diário de Curitiba

Mostra “Juízas Negras Para Ontem” Leva Arte às Ruas de Curitiba em Prol da Representatividade e Destaca a Artista Ayala Prazeres

Na quarta-feira (13/09), Curitiba amanheceu com uma surpreendente intervenção artística realizada pela talentosa Ayala Prazeres, como parte da Mostra “Juízas Negras Para Ontem”. A capital paranaense agora se junta a outras quinze capitais brasileiras. Todas receberam obras de arte de rua. Ressaltando a relevância de ter uma mulher negra ocupando um cargo de ministra no Supremo Tribunal Federal.

A Mostra que Transformou as Ruas em Galeria de Arte

A Mostra “Juízas Negras Para Ontem” convocou 24 artistas negros para criar cartazes que foram espalhados pelas cidades. Transformando as ruas em um verdadeiro espaço de exposição democrático e acessível a todos. Esta iniciativa não apenas celebra a arte, mas também promove uma importante mensagem de igualdade e representatividade no cenário jurídico brasileiro.

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Ayala Prazeres: Uma Artista em Destaque

A Obra da artista visual Ayala Prazeres pode ser vista na Rua São Francisco, 50 (junto ao salão do Baiano) – Centro Histórico

Entre as artistas da Mostra, Ayala Prazeres se destaca não apenas pela sua habilidade artística. Sua dedicação à causa da representatividade negra no Brasil é notável. Com uma carreira que já abrange diversos projetos de impacto social, Ayala Prazeres utiliza sua arte como uma ferramenta de expressão e conscientização. Sua participação na Mostra “Juízas Negras Para Ontem” é mais uma prova do poder transformador da arte. E Destaca a necessidade urgente de uma representatividade diversa no Supremo Tribunal Federal.

Curadora de arte contemporânea, artista visual, figurinista e cenógrafa. Desenvolve no campo da imaginação política pesquisas que tensionam os paradigmas da colonialidade do saber, do ser e do poder numa perspectiva anticolonial. É acadêmica de Artes Visuais pela Universidade Federal do Paraná e atua como curadora independente em instituições culturais internacionais e nacionais. Tendo atuado também como crítica de arte contemporânea no circuito universitário da Bienal Internacional de Curitiba.

Um Chamado à Ação

A recente perda de Mãe Bernadete Pacífico ressalta a falta de atenção e cuidado com a população negra. População que lidera as estatísticas de pobreza, desemprego, desigualdade salarial, violência, falta de acesso à saúde e à educação, população carcerária e diversos outros indicadores de dignidade e qualidade de vida. Como guardiões da Constituição, com poderes até sobre as decisões do Executivo e do Legislativo que desrespeitem a Carta Magna, os ministros do Supremo Tribunal Federal podem desempenhar um papel muito mais ativo em suas decisões para reduzir as desigualdades e injustiças perpetuadas pelo racismo estrutural da sociedade brasileira.

Esta Mostra não é uma ação isolada. No último mês, outros movimentos sociais, celebridades e líderes políticos também fizeram um chamado ao Presidente Lula, exigindo essa representatividade no STF. A arte está se unindo à voz das ruas, e a mensagem é clara: é hora de uma mudança significativa no cenário judicial brasileiro, com espaço para todos os tons de pele e gêneros.

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