
O aumento do ICMS sobre os combustíveis, em vigor desde 1º de janeiro, gerou forte reação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). A entidade se posicionou de forma total e veemente contrária à elevação do imposto, classificado como um insumo estratégico e base de praticamente toda a cadeia produtiva nacional.
A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e resultou no aumento da alíquota específica do ICMS. No caso da gasolina, o valor passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro, um acréscimo de R$ 0,10. Já o diesel teve aumento de R$ 0,05 por litro, subindo de R$ 1,12 para R$ 1,17.
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Segundo a Fiep, a medida provoca um efeito imediato e generalizado sobre a economia, atingindo diretamente o setor produtivo e o consumidor final.
Impacto direto no transporte, logística e competitividade
De acordo com a entidade, elevar a tributação dos combustíveis encarece o transporte e a logística, aumentando o custo do frete e pressionando toda a cadeia produtiva. O reflexo é sentido no preço das matérias-primas, dos insumos e dos produtos finais.
Esse cenário, alerta a Fiep, reduz margens de lucro, compromete a competitividade das empresas, desestimula investimentos e impacta negativamente a geração de emprego e renda, freando o crescimento econômico.
“Não é aceitável que empresas e famílias continuem sendo chamadas a pagar a conta sempre que o poder público busca ampliar arrecadação”, afirma a federação.
Crítica à lógica de aumento da carga tributária
A entidade também critica o que chama de lógica de “arrecadar primeiro e ajustar depois”, apontando que essa estratégia penaliza quem produz, trabalha e consome, além de alimentar um ciclo contínuo de preços mais altos e menor dinamismo econômico.
Para a Fiep, a elevação de impostos sobre combustíveis amplia pressões inflacionárias e reduz a previsibilidade necessária para o planejamento empresarial, afetando especialmente setores intensivos em transporte.
Alternativas: eficiência, gestão fiscal e previsibilidade
Em nota, a federação defende que o caminho responsável para o equilíbrio fiscal passa por corte de desperdícios, eficiência no gasto público, revisão de prioridades e gestão fiscal séria, e não pelo aumento da carga tributária.
A entidade reforça a necessidade de um Estado mais enxuto e eficiente, capaz de oferecer previsibilidade e estabilidade ao ambiente de negócios, estimulando produtividade e investimento.
“Aumentar imposto não é solução”, diz Fiep
Ao concluir sua manifestação, a Fiep reafirma sua posição histórica contra o aumento de tributos e destaca que riqueza e prosperidade nascem do cidadão e de quem empreende, e não do crescimento permanente da carga tributária.
“Aumentar imposto não é solução. O desenvolvimento econômico depende de quem produz, investe e gera empregos”, conclui a entidade.