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Crise no Irã e o receio de um conflito global

As duas últimas semanas estão sendo agitadas no Oriente Médio, em especial no Irã. Um protesto que começou com comerciantes de Teerã, capital do país, expandiu-se para diversos nichos da sociedade e, hoje, o regime do aiatolá se vê correndo risco de desabar.

Há relatos de mais de 2.000 mortos, hospitais cheios de feridos, vandalismo nas ruas, forte repressão, corte de internet e tiroteios nos grandes centros urbanos.

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O que está acontecendo

Desde 1979, o Irã é governado por um regime teocrático que controla a vida política, civil e religiosa da população.
No seu surgimento, a nova liderança declarou os Estados Unidos, Israel e os valores ocidentais como inimigos da nação.

Em consequência de tal atitude, o país sofre com vários embargos, em outras palavras, restrições comerciais.

O regime do aiatolá, que controla o Irã, focou seus esforços em competir politicamente com a Arábia Saudita e Israel e, para isso, investiu milhões em forças milicianas no Oriente Médio e em alianças estratégicas.

Contudo, nos últimos anos, o país viu muitas de suas alianças desmoronarem e, assim, ficou isolado política e estrategicamente na região.

Em junho de 2025, Israel entra em conflito com o próprio Irã e, com o auxílio militar dos Estados Unidos, a guerra é vencida em doze dias e, nesse confronto, parte do programa nuclear é danificado.

Situação hoje

O resultado dessa sequência de derrotas e contratempos é que o país se afunda ainda mais em crises econômicas, gerando uma alta inflação, perda de poder de compra, corrupção da elite do país e profunda insatisfação popular com um governo já abalado politicamente.

O estopim se dá quando os comerciantes fecham os comércios e saem às ruas protestando contra a alta dos preços.

Junto a eles, milhares de pessoas revoltadas com o regime e as leis de modéstia impostas, em especial às mulheres, também saem em protesto.

No entanto, porta-vozes do governo trazem outra versão. Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, os protestos são ações manipuladas por forças israelenses e americanas e que todo o caso não passa de uma tentativa de interferência externa.

Risco de instabilidade global

A situação, contudo, gera uma certa tensão no xadrez do Oriente Médio e existe um receio de uma escalada do conflito.

O regime iraniano verbalizou na última semana que, caso os Estados Unidos de Donald Trump realizem alguma ação militar no país, suas bases militares no Oriente Médio serão atacadas e Israel será alvo de ataques diretos.

Como tudo no Oriente Médio, as coisas podem mudar muito rápido. O regime pode cair nos próximos dias, pode sobreviver, ou os Estados Unidos podem fazer alguma interferência e uma nova escalada dos conflitos pode começar.

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