A Consumer, empresa especializada em soluções para bares, restaurantes, pizzarias e demais empreendimentos do ramo gastronômico, divulgou o relatório O Raio X do Delivery, com dados obtidos a partir dos cardápios digitais dos seus clientes entre janeiro e outubro de 2025. Nesse período, foram 53 milhões de usuários acessando os menus, 5 milhões de pedidos realizados por mês e R$ 10 milhões em taxas economizadas.
A economia de R$ 10 milhões diz respeito ao montante que os estabelecimentos pouparam ao usar o cardápio digital fornecido pela Consumer em vez de planos básicos de aplicativos, que cobram uma taxa pela utilização.
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"Identificamos uma clara tendência de autonomia digital. O dado mais relevante é o volume massivo transacionado via plataformas próprias (app ou site do restaurante). Em 2025, nossos clientes transacionaram mais de R$ 83 milhões diretamente por esses canais proprietários, o que representa lucro líquido direto no caixa", diz Renato Almeida, CEO da Consumer.
Segundo o executivo, essa economia pode trazer um impacto direto na margem de lucro ao evitar que uma fatia significativa da arrecadação vá para comissões de terceiros. "Para o pequeno e médio empreendedor, reter esse valor significa saúde financeira. Não estamos falando apenas de faturamento bruto, mas de rentabilidade real. É a diferença entre operar no vermelho ou ter caixa para reinvestir, contratar e expandir", avalia.
O CEO afirma que o delivery pode ser vantajoso quando atua como um canal de fidelização, especialmente via cardápio próprio, em que a margem é preservada. O risco surge quando o restaurante se torna dependente exclusivamente dos marketplaces.
"Costumamos dizer que os marketplaces são ótimos canais de aquisição (para trazer clientes novos). A estratégia que defendemos na Consumer é o equilíbrio: usar os apps para ser visto, mas trabalhar ativamente para converter esse cliente para o canal próprio", pontua Almeida.
Outro padrão observado é a consolidação do social commerce, com o Instagram se firmando como a principal vitrine e origem de tráfego para os cardápios digitais. Isto é, o consumidor descobre o prato na rede social e conclui o pedido no link da bio, criando um funil de vendas direto.
"Embora o relatório foque em 2025, ao compararmos com o histórico de 2024, notamos a ascensão do consumidor ‘figital’ (físico + digital). O delivery continua fortíssimo, mas houve uma retomada tecnológica do salão: o uso de comandas digitais cresceu 4,9% em 2025. Isso indica que o cliente busca a agilidade da tecnologia do delivery também quando está sentado à mesa", conta o CEO.
Em relação à preferência do público, hambúrgueres e lanches foram os itens mais vendidos da base de clientes da Consumer, com mais de 1,6 milhão de pedidos entre janeiro e outubro do ano passado. Em seguida, vêm as marmitas (cerca de 609 mil pedidos) e pizzas (484 mil pedidos).
O relatório identifica também estratégias de vendas que se mostraram bem-sucedidas. Entre elas estão: fotos de qualidade no cardápio digital, promoções em destaque no menu, perguntas que aumentam o valor da compra ("gostaria de adicionar queijo extra?", por exemplo) e criação de combos estratégicos (pizza grande e refrigerante de dois litros no mesmo item, por exemplo).
"Ter essa visão macro permite aplicar a engenharia de cardápio com precisão. O dono do restaurante pode sair do operacional e identificar, por exemplo, quais produtos funcionam como ‘isca’ e quais trazem a margem real, criando combos estratégicos para aumentar o ticket médio. Além disso, os dados permitem prever demandas sazonais e ajustar estoques, evitando desperdício. É a transição de uma gestão intuitiva para uma gestão profissionalizada", descreve o especialista.
Para ter acesso ao relatório completo "O Raio X do Delivery", basta clicar no link: https://blog.consumer.com.br/relatorio/
