
No tabuleiro político do Oriente Médio as peças se movem rápido e em questão de horas, tudo pode mudar e é exatamente o que Israel está vendo nesse momento.
Os acordos nucleares entre Estados Unidos e Irã continuam em um impasse. Trump, presidente americano, demanda interrupção imediata do enriquecimento do urânio.
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O Irã por sua vez afirma que seu projeto é pacífico, não militar e quer algumas garantias de não intervenção.
Enquanto negocia e pressiona os iranianos a um acordo, Trump convoca porta aviões para essa região, emite alertas de segurança para as bases militares espalhadas no Golfo Pérsico e nas últimas horas já verbalizou a possibilidade de ações militares pontuais em território iraniano.
O Irã por sua vez subiu o tom de ameaça e alertou que está elaborando uma contra proposta para os Estados Unidos, mas caso agredido, atacará as bases militares americanas na região e claro, Israel.
Tudo isso aconteceu em um curto período de dois dias, quinta-feira (19) e sexta-feira (20) de fevereiro, de 2026.
Israel em alerta
Em meio a todas essas contínuas tensões, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Effie Defrin, reiterou que, o exército está em alerta máximo.
Certos grupos de reservistas já estão sendo convocados. No entanto, ainda não há alterações nas diretrizes militares para o público israelense.
Até o momento, todo o serviço israelense continua funcionando normalmente, escolas, hospitais, academias, shoppings. Mas, a qualquer momento, tudo isso pode mudar.
Lembrando que durante a guerra dos doze dias, os israelenses foram instruídos a permanecer perto de abrigos antiáreos e grandes aglomerarações públicas foram restringidas.
Clima na sociedade israelense
Contudo, por mais que a situação aparenta ser séria no noticiário internacional. O padrão de comportamento do israelense continua o mesmo. Segue a vida, busca viver intensamente um dia de cada vez. Sempre, checando as notícias ou aplicativos oficiais do Exército.
É como se o cidadão local aprendeu a desenvolver um senso de sobrevivência que emerge ao primeiro sinal de sirene, mas enquanto a sirene não toca, ele leva a sua vida como se absolutamente nada estivesse acontecendo.
O que pode ser dito é que após esses últimos dois dias de reviravoltas, ameaças e novas tensões emergindo, todos seguram a respiração, continuam vivendo suas vidas, mas sem esquecer que o inimigo em questão já ameaçou varrer Israel do mapa e no último conflito aberto conseguiu bombardear várias cidades e deixar no mínimo quinze mil pessoas desabrigadas.