Da automação de tarefas à assistência em processos como avaliação de desempenho, a inteligência artificial (IA) avança em ritmo acelerado e impõe um desafio central às organizações: a preparação das pessoas.
Diante da crescente incerteza e do receio de perda de empregos, a qualificação da força de trabalho passa a ser um fator crítico para a continuidade dos negócios. A conclusão está no Guia para Implementação de IA da Experis, marca de tecnologia do ManpowerGroup, que destaca a transparência corporativa como elemento essencial nesse processo.
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“Na América Latina, a principal lacuna não é tecnológica, mas humana. A IA avança mais rápido do que a capacidade das organizações de acompanhá-la, tornando a transparência e a capacitação contínua fatores decisivos”, afirma Jorge Gamero, diretor da Experis para a América Latina. “Quando as pessoas compreendem o propósito da tecnologia, passam a utilizá-la de forma mais ativa e se tornam protagonistas da transformação digital”, acrescenta o executivo.
O cenário é reforçado por dados de pesquisas da própria Experis, que apontam um déficit acelerado de competências digitais: 75% das organizações do setor de Informação, incluindo serviços de TI, relatam dificuldades significativas para encontrar profissionais com determinadas habilidades.
Nesse contexto, a Experis elenca cinco ações prioritárias para apoiar de forma estruturada a adoção eficaz de ferramentas de inteligência artificial no ambiente de trabalho, considerando os desafios operacionais e culturais envolvidos nesse processo.
Clareza sobre o propósito da IA
A recomendação é comunicar, desde o início, os objetivos da implementação. Isso inclui explicar os critérios de escolha da ferramenta, os problemas que ela vai resolver, os impactos nas rotinas e as atividades que permanecerão sob responsabilidade humana.
Capacitação contínua e aplicada
A formação deve ir além de iniciativas pontuais e teóricas. O foco está no uso prático da IA, na compreensão de seus limites, na validação de informações geradas e na definição de decisões que exigem supervisão humana.
Uso ético e seguro da tecnologia
A orientação inclui a adoção de práticas relacionadas à privacidade de dados, identificação de vieses, responsabilização em decisões automatizadas e estabelecimento de protocolos de uso responsável.
Participação dos colaboradores em testes
A inclusão de profissionais em projetos-piloto permite coletar feedbacks qualificados, ajustar ferramentas antes da implementação em larga escala, identificar possíveis resistências e aprimorar de forma contínua a experiência de uso das soluções.
Canais permanentes de suporte
A estruturação de canais contínuos de suporte possibilita esclarecer dúvidas, reportar inconsistências, sinalizar falhas técnicas e solicitar capacitações adicionais ao longo do uso das ferramentas, garantindo maior estabilidade e eficiência na operação.
“A região vive uma oportunidade relevante para ampliar produtividade e empregabilidade com o uso da IA. Esse potencial depende diretamente do investimento no desenvolvimento de habilidades digitais”, conclui Gamero.
