A inteligência artificial já impacta processos, modelos de negócio e formas de trabalho em diferentes setores da economia. De acordo com o relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, 77% dos empregadores pretendem investir na capacitação de seus trabalhadores para acompanhar as mudanças impulsionadas pela IA.
Com a expansão da tecnologia, profissionais de diversas áreas passam a buscar caminhos para se adaptar às novas demandas do mercado e entender quais competências serão valorizadas nos próximos anos. Para André Maluf, coordenador da graduação em Gestão de IA da FIAP, a principal transformação provocada pela inteligência artificial vai além da adoção de novas ferramentas e está relacionada à mudança nos critérios de competitividade das empresas. Segundo o especialista, o diferencial dos profissionais não será apenas ter acesso à tecnologia, mas a capacidade de aplicá-la na resolução de problemas e na geração de resultados concretos.
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O tema será abordado durante o FIAP Reboot Experience, evento presencial que acontece em quatro cidades brasileiras: São Paulo (18 de junho), Salvador (20 de junho), Rio de Janeiro (27 de junho) e Porto Alegre (4 de julho). A proposta, de acordo com o coordenador e host do evento, é ajudar participantes a transformar o interesse pela tecnologia em um plano de desenvolvimento profissional. "Muitas pessoas querem migrar para tecnologia e IA, mas têm dúvidas sobre o momento certo, sobre a necessidade de uma formação técnica ou sobre os riscos dessa mudança. O objetivo do evento é organizar essas informações e mostrar caminhos possíveis", afirma Maluf.
Um dos equívocos mais comuns, segundo o especialista, é acreditar que a inteligência artificial cria oportunidades apenas para profissionais com formação técnica. Áreas como negócios, marketing, produto, experiência do usuário e estratégia também vêm incorporando aplicações da tecnologia e abrindo espaço para novos perfis profissionais.
Com duração de quatro horas, o FIAP Reboot Experience terá conteúdos sobre mudanças no mercado, relatos de profissionais que migraram para a área de tecnologia e aplicações práticas da inteligência artificial. A programação inclui ainda atividades hands-on e a participação de especialistas e recrutadores para discutir as habilidades mais demandadas pelas empresas.
Para o coordenador, a adaptação ao novo cenário depende menos de dominar todas as ferramentas e mais da capacidade de aprendizagem contínua. "Em tempos de mudança exponencial, a verdadeira preparação não está em saber tudo, mas em nunca parar de aprender", conclui.