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Cirurgia das pálpebras melhora aparência e visão

Rugas, manchas e flacidez são alguns sinais do envelhecimento que afetam todo o rosto. Mas é na região das pálpebras que o acúmulo de pele e gordura costuma concentrar os efeitos mais visíveis — em alguns casos, mais funcionais — do envelhecimento.

Esse duplo impacto ajuda a explicar por que a blefaroplastia, cirurgia de correção das pálpebras, tornou-se o procedimento cirúrgico estético mais realizado no mundo pela primeira vez na série histórica, de acordo com o levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS).

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Os dados do relatório anual da entidade, divulgados em 2025 com base no ano de 2024, registram mais de 2,1 milhões de intervenções realizadas em todo o mundo, o que representa 12,1% de todas as cirurgias estéticas no período. No Brasil, o país que lidera o volume de cirurgias plásticas, a blefaroplastia figurou como o terceiro procedimento mais realizado em 2024, com mais de 231 mil intervenções.

"O crescimento da blefaroplastia teve seu auge durante a pandemia, em que as pessoas usavam máscaras e evidenciavam os olhos. Isso fez com que elas percebessem mais as imperfeições nessa área e quisessem melhorar o aspecto. Mesmo com o fim da pandemia, esse olhar mais atento aos olhos permaneceu", afirma a Dra. Mariana Fonseca, oftalmologista com atuação em cirurgias palpebrais.

Entre a estética e a indicação clínica

A blefaroplastia costuma chegar às páginas de notícias pelo rastro das celebridades. O cantor Leonardo e a atriz Luana Piovani estão entre os brasileiros que tornaram públicos seus procedimentos recentemente. No entanto, por trás da visibilidade gerada por esses casos, há uma indicação clínica que ultrapassa a ideia do rejuvenescimento.

Uma das manifestações mais frequentes do envelhecimento nessa região é a ptose palpebral, queda da pálpebra superior que pode reduzir o campo visual, facilitar o contato dos cílios com a conjuntiva ocular e comprometer a autoestima, conforme aponta revisão publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP).

"A partir do momento em que se percebe que os cílios estão sendo pressionados para baixo, ou que, ao abrir as pálpebras com os dedos, a visão melhora, provavelmente o caso não é mais somente estético. Assim como outros problemas nos olhos vão aparecendo com a idade, como a catarata, a blefaroplastia também será necessária em algum momento para melhora da qualidade visual", afirma a Dra. Mariana Fonseca.

Embora frequentemente associada à cirurgia plástica geral, a blefaroplastia é realizada por médicos especialistas em cirurgias palpebrais, cuja formação prioriza a preservação da saúde ocular. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) inclui o tratamento cirúrgico estético e funcional dos anexos oculares (pálpebras e vias lacrimais) entre as competências da especialidade, assegurando que o profissional possui o domínio técnico necessário tanto para a melhora estética quanto para resguardar a integridade da visão.

Essa especificidade da formação é o que leva a Dra. Mariana Fonseca a recomendar atenção na escolha do profissional. "A principal preocupação do oftalmologista é primeiro com a saúde dos olhos e depois com a estética. Estudamos vários anos para compreender que não é somente uma simples cirurgia de retirada de pele. Ela pode ter impacto na forma de piscar, na lubrificação e até mesmo na pressão dos olhos. Nas mãos de um oftalmologista, todas essas alterações são manejadas de forma mais assertiva", orienta a médica.

Para obter mais informações, basta acessar o site oficial da Dra. Mariana Fonseca e acompanhar as atualizações profissionais pelo Instagram @dramarianafonseca.

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