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Comissão aprova criação da Política Nacional de Prevenção e Controle das Doenças de Pele

Renato Araújo / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Terapias disponíveis – ABA (Análise do Comportamento Aplicada). Dep. Laura Carneiro (PSD-RJ)
Deputada Laura Carneiro, relatora do projeto de lei

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou a proposta que institui a Política Nacional de Prevenção, Tratamento e Controle das Doenças Crônicas da Pele no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é garantir atendimento integral e multidisciplinar a pacientes com condições como psoríase, dermatite atópica, vitiligo e urticária.

Como foi analisada em caráter conclusivo, o projeto de lei poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

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“O projeto enfatiza a importância de um acesso universal e humanizado à saúde, reconhecendo a necessidade de tratar as doenças crônicas da pele com uma abordagem que respeita a dignidade e a individualidade de cada paciente”, diz a justificativa.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), o colegiado aprovou o substitutivo da Comissão de Saúde ao Projeto de Lei 4623/23, de autoria do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).

Laura Carneiro apresentou emendas de redação e técnica legislativa. Uma das principais alterações foi retirar a obrigatoriedade de o Executivo regulamentar a lei em um prazo fixo (originalmente 120 dias), respeitando a separação de poderes e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).

Diretrizes do Novo Programa
Pelo texto, o SUS deverá oferecer não apenas o tratamento clínico (dermatológico), mas também acompanhamento psicológico e assistência social, reconhecendo o impacto emocional e o estigma que muitas dessas doenças causam.

  • Acesso universal e humanizado: garantia de tratamento digno em todas as fases da doença;
  • Diagnóstico precoce: fortalecimento da atenção primária para identificar os casos rapidamente;
  • Protocolos atualizados: revisão periódica das diretrizes terapêuticas com base nas evidências científicas mais recentes;
  • Campanhas educativas: ações para conscientizar a população e reduzir o preconceito contra doenças visíveis de pele.
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