Testagem em assintomáticos realizada pela UFPR confirma importância do distanciamento social

Até o momento, foram realizados seis mutirões de testagem para assintomáticos. Foto: André Filgueira

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) identificaram 1,4% de indivíduos infectados com o novo coronavírus (Sars-CoV-2) no primeiro mutirão para testagem de pessoas assintomáticas realizado em 2021, na última terça-feira (12). Dos 1.692 testados, 23 tiveram resultado positivo.

Os dados são separados em quatro grupos, de acordo com a categoria do público: alunos, servidores, funcionários terceirizados e familiares. Desta forma, os pesquisadores identificaram um número maior de casos positivos entre os funcionários terceirizados, trabalhadores que desempenham atividades de apoio como limpeza e segurança e que não podem ser executadas remotamente.

“Essa situação possivelmente está relacionada ao fato de esses funcionários irem trabalhar diariamente, diferentemente dos outros grupos que, em maior parte, desenvolvem suas atividades de forma remota. Normalmente esses trabalhadores também utilizam transporte público e, portanto, estão mais sujeitos à aglomeração”, explica Daniela Fiori Gradia, coordenadora do projeto e professora de Genética da UFPR. Esse resultado é um reflexo de como o distanciamento social protege as pessoas do contato com o vírus.

Os testes fazem parte de um estudo, coordenado pelos laboratórios de Imunogenética e Histocompatibilidade (Ligh) e de Citogenética Humana e Oncogenética (LabCho), para identificar indivíduos contaminados e propiciar o isolamento, como medida para evitar propagação da doença e contaminação de outras pessoas. A proposta é realizar testagens quinzenalmente para monitorar a comunidade interna da instituição.

Os testes

Os testes que estão realizados são do tipo RT–PCR, que detecta o material genético do vírus. Porém o procedimento adotado nesse estudo é o de coleta de saliva e não por meio de swab nasal. “Além do fato de essa técnica não ser tão invasiva, o sistema é de auto coleta por parte dos participantes. Isso diminui muito o risco para a equipe que trabalha no projeto, já que não há contato direto com as secreções dos indivíduos”, explica Daniela.

São agrupadas cinco amostras por vez, no sistema pool, que são submetidas a um único teste simultâneo. Quando o resultado da mistura é negativo, significa que todas as amostras daquele grupo não estão infectadas. Se o resultado for positivo, quer dizer que uma ou mais amostras estão infectadas. Nesse caso, elas são testadas novamente, de forma individual, para detectar quais são as infectadas. “A proposta tem a finalidade de reduzir custos com insumos e ganhar tempo”, afirma a professora.

Colaboração Sucom UFPR

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