Pastora é presa suspeita de sequestro, cárcere privado e maus-tratos contra 16 pessoas

Foto: PCPR

Uma pastora foi presa como suspeita de manter mulheres em cárcere privado, além de sequestro e maus-tratos, em Foz do Iguaçu, segundo a Polícia Civil.

A prisão ocorreu, na terça-feira (26), após 16 mulheres serem resgatadas em uma casa de reabilitação, que foi interditada por falta de alvará. Conforme a polícia, a pastora investigada era a coordenadora do local.

A polícia investiga se as mulheres viviam em cárcere privado, ambiente insalubre e sob situação de maus tratos. A suspeita é de que elas também sofriam tortura psicológica.

De acordo com a Polícia Civil, a suspeita foi presa em flagrante depois de quase seis horas de depoimentos das vítimas, das testemunhas e da própria investigada.

A pastora foi levada para a Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, e a defesa disse que não irá se manifestar.

Quatro das mulheres que estavam na clínica foram acolhidas pela Assistência Social do município.

Nesta quarta, o serviço deve definir com elas, caso desejem, como devem retornar para os locais de origem.

As demais, que tinham condições, se organizaram para voltar para casa de forma independente.

Denúncia

As vítimas foram resgatadas durante uma operação de vários órgãos de segurança.

A fiscalização ocorreu após uma denúncia de que mulheres eram vítimas de cárcere privado e maus-tratos, e que viviam em condições insalubres.

De acordo com a polícia, as 16 mulheres resgatadas foram ouvidas pela delegada Iane Cardoso e contaram o que viveram durante o período de internação.

Elas foram liberadas depois de prestarem depoimento, mas disseram que não tinham para onde ir e não tinham contato de parentes.

Por isso, a Vigilância Sanitária lavrou um termo de intimação, com base no código de saúde do Paraná, para que os responsáveis pelo estabelecimento encaminhem, em 48 horas, as mulheres para uma casa de reabilitação legal ou para as famílias das mesmas.

Colaboração PCPR

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