Futuro sem telefones fixos: em um ano, mais de 1,3 milhões de linhas telefônicas são desativadas no país

Mesmo com as atividades remotas e a rotina domiciliar imposta pela pandemia, os telefones fixos continuam perdendo espaço na vida dos brasileiros, que agora dão preferência aos dispositivos móveis. De acordo com informações do DSCOM (Dados do Setor de Comunicações), de 2020 para 2021, mais de 1,3 milhões de linhas do tipo fixo foram desativadas em todo o país, enquanto a quantidade de celulares teve um aumento de 20 milhões. Os indicadores acabam de ser compilados pela plataforma Melhor Plano, especialista no ramo de telecom e parte do grupo Méliuz.

Os números constatam que a queda observada entre julho de 2020 e o mesmo mês em 2021 não aconteceu de forma isolada, mas é parte de uma tendência típica do cenário atual. Se observados os últimos quatro anos, por exemplo, o declínio mais acentuado ocorreu de 2018 para 2019, quando foi registrado desligamento de cerca de 4,6 milhões de serviços de telefonia fixa — 11,4% do total na época. Nos anos seguintes, a quantidade de linhas contou com reduções de 4 milhões (também 11,4%) e, mais recentemente, 1,3 milhões (4,4%).

Arte: Divulgação

Com os celulares, por sua vez, o comportamento entre 2018 e 2021 tem sido mais complexo. Isso porque, durante alguns momentos do período, o saldo foi negativo, com 6,2 milhões de aparelhos desativados entre 2018 e 2019 e queda de 2 milhões entre 2019 a 2020. De todo modo, a pandemia parece ter impactado positivamente sua comercialização e uso, já que, nesse meio-tempo, a base móvel teve adição de 2 milhões de dispositivos.

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Que estados perderam mais telefones fixos durante a pandemia?

O número de linhas fixas nacionais pode ter apresentado queda considerável, mas os desligamentos não aconteceram de forma homogênea em todas as regiões. Em algumas, a propósito, o caminho foi o inverso: estados como Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba viram a quantidade de telefones aumentar, contrariando a tendência geral. Já São Paulo liderou a lista de lugares com maior redução em meio à pandemia, ao lado do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Você confere a lista com as maiores quedas abaixo:

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