Foto Divulgação

Apesar de, na teoria, o Brasil ter um dos melhores programas de saúde pública do mundo, na prática diária o uso exclusivo do Sistema Único de Saúde (SUS), pode dificultar o tratamento de algumas doenças, visto o tempo de espera para os atendimentos da rede. Tornando assim, os planos de saúde, prestadores de serviços indispensáveis para qualquer cidadão.

No entanto, os planos de saúde também não garantem um atendimento 100%, haja vistas as inúmeras limitações previstas na hora da contratação. No momento de contratar um plano de saúde, é comum, além dos valores altíssimos, muitas restrições no uso do benefício. Seja no momento de escolher o profissional de saúde desejado ou na hora de poder ter garantido o pagamento de todas as sessões de um tratamento, os planos de saúde detinham um grande poder de limitações quanto aos beneficiários.

Recentemente, a decisão  do juiz de Direito Luciano Gonçalves Paes Leme, da 3ª vara Cível de Tatuapé/SP, reverberou no universo do direito ao que se refere à Planos de Saúde, e serve como precedente em favor do beneficiário em casos nos quais neguem a cobertura de tratamento, tornando possível a não limitação de sessões aos beneficiários.

O autor do processo, uma criança autista de três anos, era privado de poder continuar o seu tratamento multidisciplinar em razão da limitação da quantidade de sessões por parte do plano de saúde. No entanto, de acordo com o magistrado, a ré deve custear os procedimentos, visto que são prescritos por profissionais da medicina e a doença também consta na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a advogada Sabrina Rui, em razão desse processo de limitação do número de sessões, agora torna-se possível o pagamento, pelo plano de saúde, de todas as consultas do tratamento, sem o poder de restringir o número delas. “A decisão do juiz coloca em pauta a possibilidade de cobertura contínua de sessões também de outros beneficiários, visto que a decisão serve como precedente jurídico”, explica.

Desse modo, concedido ao plano de saúde a obrigação de cobertura dos custos das sessões contínuas do autor, agora é possível que todos os usuários de planos de saúde também tenham garantido esse direito. Para mais informações sobre o processo clique aqui.

Advogada Sabrina Rui/Foto Divulgação

Serviço: Dra. Sabrina Marcolli Rui

Advogada em direito tributário e imobiliário

www.sr.adv.br

SR Advogados Associados

@sradvogadosassociados

@sradvassociados

(41) 3077-6474

Comentários

%d blogueiros gostam disto: