
Nos últimos dias, diversas cidades pertencentes ao Estado de Santa Catarina, no sul do Brasil, têm apresentado crescimento no número de casos registrados, fato que preocupa especialistas da área da saúde. Nesta quinta-feira, dia 12, a capital declarou a ocorrência de novos casos como epidemia.
A diarreia é um desarranjo intestinal caracterizada pelo aumento no número de evacuações e fezes amolecidas ou líquidas, tendo como principais causas, a contaminação de água e alimentos. Muito comum no verão, a infecção atinge principalmente a população infantil.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, Florianópolis totaliza 1.618 casos de diarreia, conhecida como doença diarreica aguda (DDA). O relatório divulgado reúne informações obtidas desde o dia 1° de janeiro. Para entender o vírus causador e prevenir a população, exames de monitoramento estão sendo realizados de perto pela instituição.
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Em Itajaí, hospitais e unidades de saúde atenderam 672 casos neste ano. No hospital Marieta Konder Bornhausen, houve alta de 80% nos casos entre dezembro e janeiro, com 40 atendimentos na primeira semana do ano. Na UPA do CIS, o município registrou 394 casos até 10 de janeiro. No hospital infantil, foram mais 238 casos.
Para o Fernando Silva, CEO da PWTech, o surto pode ser explicado pela ida de turistas e moradores da região a locais impróprios para banho. “Santa Catarina é um Estado caracterizado por suas praias e rios paradisíacos, chamando a atenção de turistas do mundo todo que desejam aproveitar o verão brasileiro. Neste caso, o controle da qualidade da água é ainda mais essencial. Se caso a água desses locais não estejam dentro dos parâmetros legais para banho, pode se tornar um grande veículo de contaminação e infecção”, explica.
Dados do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, mostram que praias como Canasvieiras e Ingleses estão impróprias para banho. Só na primeira semana de 2023, metade dos pontos de banho do Estado se encontram fora das condições necessárias para receber turistas. Dos 237 locais analisados, 124 estão impróprios para banho. Os outros 113 pontos podem receber banhistas. Somente em Florianópolis, 50 pontos são considerados impróprios, contra 37 que estão aptos para banho.
O tratamento da diarreia deve ser voltado a prevenir e cuidar da desidratação por meio da ingestão de líquidos e solução de sais de reidratação oral ou fluidos endovenosos, dependendo do estado de hidratação e da gravidade do caso. Apenas após a avaliação clínica do paciente, o tratamento adequado deve ser estabelecido.
Colaboração Assessoria de Imprensa








