
A Prefeitura de Curitiba decidiu manter o valor da tarifa do transporte coletivo em R$ 6 ao longo de 2026. A medida preserva o congelamento do preço do bilhete pelo terceiro ano consecutivo e ocorre em meio a reajustes anunciados por outras capitais brasileiras no início do ano.
Além da manutenção da tarifa, o município confirmou a continuidade de dois programas sociais voltados ao transporte público: o Tarifa Zero – A Caminho do Emprego, destinado a pessoas desempregadas encaminhadas pelo Sine, e o Domingão paga Meia, que reduz o valor da passagem para R$ 3 aos domingos e feriados.
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Segundo a administração municipal, a decisão está relacionada ao período de transição para a nova concessão do transporte coletivo. O processo prevê a realização de leilão no primeiro quadrimestre de 2026, com um contrato de transição estimado em dois anos. Durante esse intervalo, a tarifa permanecerá sem reajustes para os usuários.
Enquanto Curitiba mantém o valor do bilhete, ao menos cinco capitais iniciaram 2026 com aumento nas tarifas de ônibus, entre elas São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro e Florianópolis. Na capital catarinense, por exemplo, o valor da passagem passou a variar entre R$ 6,20 e R$ 7,70, conforme a forma de pagamento, tornando-se o mais alto entre as capitais brasileiras.
Domingão paga Meia e Tarifa Zero
Criado em janeiro de 2025, o programa Domingão paga Meia já beneficiou 6,5 milhões de passageiros e gerou uma economia estimada em R$ 19,6 milhões até dezembro do mesmo ano. Já o Tarifa Zero – A Caminho do Emprego, lançado em fevereiro de 2025, atendeu 7.041 pessoas, com subsídio total de R$ 84.846 em passagens gratuitas para entrevistas de trabalho.
A gestão municipal afirma que a manutenção do valor da tarifa e dos programas sociais busca garantir previsibilidade aos usuários durante o processo de reestruturação do sistema de transporte coletivo da capital paranaense.




