Cofundado pela psicóloga e neurocientista Mayra Gaiato, o Instituto Singular atua com serviços clínicos e cursos educacionais sobre autismo e desenvolvimento infantil. A instituição tem cerca de 50 mil alunos em 30 países e mais de 300 famílias atendidas, com clínicas online e presenciais, cursos livres, pós-graduação e materiais educativos.
Com clínicas em São Paulo (SP), Osasco (SP) e São Caetano do Sul (SP), além de atendimento online, o instituto adota a intervenção precoce no tratamento de crianças com autismo ou atrasos no desenvolvimento.
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Essa abordagem parte do conceito de que, quanto mais cedo são identificados atrasos e oferecidas estratégias baseadas em evidências, maiores são as chances de fortalecer habilidades de comunicação, interação social, regulação emocional e autonomia.
“Acompanhamos diariamente crianças que, ao receberem intervenção nos primeiros anos, apresentam avanços significativos na linguagem, na atenção compartilhada e na capacidade de participar do mundo ao redor. A primeira infância é uma janela única de neuroplasticidade, o cérebro está altamente receptivo a estímulos, e cada pequena intervenção gera impacto acumulativo”, afirma Gaiato.
No Brasil, 2,4 milhões de pessoas têm diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), o equivalente a 1,2% da população, segundo o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse cenário, Gaiato destaca a importância de avaliação minuciosa, plano individualizado e participação ativa da família na vida da pessoa com autismo desde o início.
“É necessário oferecer uma intervenção cientificamente consistente, mas vivida de forma humanizada. Utilizamos os princípios da Análise de Comportamento Aplicada (ABA) com Estratégias Naturalistas, que integram neurociências, análise do comportamento e o Modelo Denver. Entendemos que nenhuma evolução acontece sem vínculo. Por isso, nossos terapeutas trabalham de forma lúdica, respeitosa e afetiva, e seguimos o que chamamos de ciência com humanidade”, explica Gaiato.
ABA é uma abordagem científica que estuda como os comportamentos são aprendidos e mantidos a partir da relação entre ambiente, estímulos e consequências. Já estratégias naturalistas são uma forma de aplicar os princípios da ABA em contextos naturais do dia a dia, em vez de apenas em situações estruturadas e formais. Isso significa que o ensino acontece durante brincadeiras, interações sociais, rotinas diárias e interesses da criança, respeitando seu ritmo e motivação.
O Modelo Denver, ao qual ela se refere, é uma intervenção precoce voltada principalmente para crianças pequenas com TEA. Ele combina princípios da ABA com conhecimentos das neurociências, do desenvolvimento infantil e da psicologia do desenvolvimento.
O psiquiatra Dr. Rodrigo Silveira, que também atua no Instituto Singular, diz que a abordagem da entidade inclui: orientação parental semanal, acompanhamento individualizado das rotinas, acesso a ferramentas de registro e análise de progresso, participação ativa dos cuidadores nas práticas terapêuticas e intervenções em casa, na escola e no cotidiano.
“A família é parte central de qualquer evolução. No Singular, não tratamos apenas a criança, tratamos o sistema ao redor dela. Capacitar os pais é ampliar a intensidade da intervenção. Quando a família sabe o que fazer, o progresso é contínuo, natural e muito mais rápido”, ressalta o médico.
Cursos
O Instituto Singular oferece cursos de formação a profissionais da saúde e da educação que atuam com o público de pessoas com TEA. O corpo docente conta com mestres e doutores, a intervenção é centrada na criança e os conteúdos são ministrados em linguagem clara e acessível.
“Buscamos transformar ciência complexa em prática acessível. Por meio de cursos, pós-graduações, eventos, materiais gratuitos e conteúdos digitais, construímos uma rede de formação contínua que leva conhecimento atualizado mesmo para regiões onde antes não havia acesso a especialistas”, detalha o Dr. Rodrigo Silveira.
Para os próximos anos, o Instituto Singular pretende ampliar os estudos sobre neurodesenvolvimento, comunicação e estratégias naturalistas em diferentes faixas etárias. Além disso, buscará fortalecer nossa clínica online para alcançar famílias que não têm acesso a serviços especializados.
“Acreditamos que nenhuma criança deve ser definida pelo diagnóstico que recebe, e sim pelas oportunidades que encontra ao longo da vida. Por isso, queremos que os conhecimentos e cuidados qualificados cheguem a todas as famílias, independentemente de onde vivam”, finaliza Mayra Gaiato.
Para saber mais, basta acessar o site do Instituto Singular: https://institutosingular.org




