A catarata congênita é caracterizada pela opacidade do cristalino presente ao nascimento e representa uma das principais causas de baixa visão em crianças. Segundo uma revisão sistemática e meta-análise, a incidência varia entre um e quatro recém-nascidos a cada 10 mil, tornando o rastreio precoce essencial.
A condição pode comprometer o desenvolvimento visual, levando à ambliopia se não tratada. Sintomas incluem leucocoria, nistagmo e dificuldade de fixação ocular. "O diagnóstico imediato e o acompanhamento oftalmológico especializado são fundamentais para planejar a intervenção cirúrgica e prevenir déficits visuais permanentes" explica a Dra. Geraldine Ragot de Melo, retinóloga que atua como médica assistente e orientadora no Hospital de Transplantes Dr. Euclides de Jesus Zerbini.
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A retinóloga explica que o tratamento mais comum é a remoção cirúrgica do cristalino opaco, complementada pelo uso de lentes intraoculares ou óculos corretivos. A escolha do momento cirúrgico, imediato ou tardio, depende da gravidade e das condições clínicas do paciente.
Exames regulares permitem monitorar complicações associadas, como glaucoma ou descolamento de retina. Estudos mostram que a intervenção precoce melhora significativamente a acuidade visual e promove desenvolvimento normal. Famílias com histórico de catarata devem receber orientação sobre triagem neonatal. Programas de rastreio ajudam na detecção rápida e redução de sequelas.
Na maioria dos casos, o tratamento consiste em remover a catarata mediante uma pequena incisão no olho. Em muitas crianças, os médicos podem implantar uma lente intraocular após a cirurgia.
O acompanhamento multidisciplinar inclui pediatras, oftalmologistas e especialistas em reabilitação visual. Dessa forma, o diagnóstico precoce e o manejo adequado são determinantes para o prognóstico visual das crianças, completa a retinóloga.



