O mercado global de saúde digital foi avaliado em US$ 312,9 bilhões em 2024 e deve alcançar US$ 2,19 trilhões até 2034, com taxa média de crescimento anual de 21,2%, segundo relatório da Global Market Insights, que aponta o Brasil como destaque na América Latina nas projeções de crescimento para os próximos anos.
O país concentra 64,8% das startups de saúde da região — muito à frente dos segundo e terceiro mercados, México, que detém 16,2% e Argentina com 5% —, conforme dados do último Anuário da Associação Brasileira de Startups de Saúde e Healthtechs (ABSS), divulgado pelo portal especializado Medicina S/A.
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Gustavo Vitória Gomes, CEO e fundador da empresa de soluções digitais para médicos CalcMed, avalia o atual ritmo de expansão das HealthTechs no Brasil. "O país está em um ciclo consistente de expansão em saúde digital, com aumento de capital, amadurecimento do ecossistema e maior tração comercial", comenta o executivo.
O anuário da ABSS também mostra que o modelo de negócios predominante é o Software as a Service (SaaS, ou software como serviço, em português), com 41,2% das iniciativas oferecendo soluções em nuvem com assinaturas e integração hospitalar.
Segundo o CEO, a digitalização da jornada clínica, especialmente nos serviços de urgência e emergência, tem acelerado a adoção de soluções baseadas em SaaS médico, principalmente por três frentes: a padronização orientada por evidências, a redução da carga operacional e a organização e rastreabilidade dos processos assistenciais.
"Isso facilita o acesso rápido a protocolos e doses já validadas e funciona como referência técnica no momento do atendimento, permitindo que o médico concentre a atenção na avaliação clínica do paciente, com impactos na qualidade, na segurança do cuidado e na melhoria contínua, sempre respeitando a centralidade da decisão médica", afirma Gomes.
O profissional ressalta que os serviços de urgência e emergência representam um dos ambientes mais desafiadores da prática médica contemporânea, marcados por decisões em curto espaço de tempo, elevada complexidade clínica, equipes multiprofissionais e grande rotatividade de plantões.
"Nesse cenário, a digitalização não tem o objetivo de substituir o raciocínio médico, mas de organizar informações, reduzir ruídos operacionais e apoiar o profissional para que ele possa exercer seu julgamento clínico com mais segurança e eficiência. Na prática, soluções digitais bem estruturadas contribuem para a assistência sem interferir na autonomia médica", enfatiza.
Solução para plantonistas
O fundador da CalcMed revela que a ferramenta organiza protocolos e etapas críticas do atendimento em fluxos práticos, com cálculos automáticos de dose e diluição, checklists e orientações objetivas para situações frequentes do plantão, como sepse, arritmias e parada cardiorrespiratória.
"Em cenários de alto volume assistencial, isso pode ajudar a ganhar tempo e reduzir erros operacionais. Em casos mais complexos, recursos interativos — como a funcionalidade de parada cardiorrespiratória (PCR) — podem auxiliar na sequência correta das condutas, no controle do tempo e no registro das intervenções, permitindo que o médico concentre sua atenção na avaliação clínica e na decisão final", explica o profissional.
A plataforma busca atender a padronização de condutas ao oferecer protocolos baseados em evidências, acessíveis no momento do atendimento. Essa funcionalidade pode ajudar a alinhar a conduta entre diferentes profissionais e turnos, reduzindo variações desnecessárias sem engessar a prática médica.
Evolução das funcionalidades
A empresa vem evoluindo suas soluções para acompanhar o crescimento da demanda em urgência e emergência com uma abordagem cada vez mais prática e aplicada ao plantão. A CalcMed tem transformado protocolos em fluxos guiados, calculadoras e orientações objetivas para auxiliar o médico no momento da decisão.
"A CalcMed busca acompanhar a evolução das evidências científicas e incorporar essas atualizações de forma contínua à plataforma. A empresa investe no uso responsável de inteligência artificial (IA) com objetivo de organizar informações, facilitar o acesso a protocolos atualizados e tornar a prática clínica mais ágil e objetiva no dia a dia do plantão", reforça o executivo.
A CalcMed entende a tecnologia e IA como ferramentas de apoio, para organização de informações, incorporação de evidências atualizadas e redução de tarefas operacionais, preservando o papel central do médico na tomada de decisão clínica, sempre respeitando a autonomia médica e a responsabilidade profissional.
"Esse movimento fortalece a prática médica ao criar ambientes mais organizados, seguros e alinhados a protocolos, preservando o protagonismo do médico como responsável final pela conduta e pela tomada de decisão clínica. À medida que o sistema de saúde brasileiro avança em iniciativas de interoperabilidade e integração de dados clínicos, essas ferramentas tendem a se integrar cada vez mais aos fluxos institucionais", conclui o CEO.
Para saber mais sobre a CalcMed, basta acessar: https://calcmed.com.br/home/




