Em 2025, o Brasil atingiu um novo recorde de investimentos em infraestrutura viária, somando R$ 280 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). O valor superou a estimativa do Ministério dos Transportes, que era de R$ 161 bilhões, montante equivalente a mais da metade do total aportado pelas concessionárias ao longo dos 26 anos anteriores a 2024. Marco Aurélio Barcelos, presidente da Associação Brasileira de Concessionárias e Rodovias (ABCR), atribui o resultado ao otimismo com novas concessões e à necessidade de modernização da infraestrutura viária do país.
Esse ciclo de investimentos na malha rodoviária brasileira é marcado pela combinação de volumes expressivos previstos em concessões privadas e pelo aumento da participação do setor público em leilões e financiamentos. Esses aportes não se limitam apenas à construção e manutenção das vias, mas incluem a modernização contratual e a retomada de paralisadas.
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Apesar dos elevados valores previstos, análises da Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontam que ainda existe um déficit de cerca de R$ 100 bilhões em investimentos, sobretudo para recuperação, reconstrução e manutenção de rodovias federais e estaduais. Isso revela que, mesmo com recordes de aportes em leilões, o nível de investimento efetivo nos últimos anos ficou abaixo do necessário para reverter a deterioração acumulada da malha viária brasileira.
De acordo com Guilherme Silveira, representante da Bristol, indústria de implementos hidráulicos e maquinário agrícola, o aumento expressivo de projetos rodoviários tem impacto direto sobre o mercado de máquinas pesadas, tais como escavadeiras, retroescavadeiras, tratores, perfuratrizes, guindastes e implementos hidráulicos em geral. Ademais, os segmentos de infraestrutura e obras públicas representam uma parcela significativa da movimentação do setor de equipamentos no Brasil, havendo um crescimento conjunto do setor e dos serviços de locação de máquinas diante do atual cenário de expansão da infraestrutura.
Em 2025, a estimativa era que o setor de locação de máquinas movesse cerca de R$ 70 bilhões, enquanto em 2024, quando se iniciou o ciclo mais recente de investimentos em infraestrutura no país, o segmento chamado "linha amarela" — englobando escavadeiras, retroescavadeiras, tratores e outros — cresceu 3,5% em unidades comercializadas.
"Quando grandes projetos de infraestrutura avançam, a indústria de máquinas vende mais equipamentos novos, amplia vendas de peças de reposição, serviços e manutenção, e aumenta a produção. Aumentando a demanda por esses produtos, há renovação de frotas, serviços e tecnologia, o que fortalece o setor produtivo e contribui para maior competitividade da indústria nacional no cenário global", afirma Silveira.
Atualmente, o Brasil possui capacidade técnica e industrial para atender a diversas demandas de infraestrutura. A Bristol é uma indústria brasileira que fabrica perfuratrizes, rompedores, brocas e implementos agrícolas. Seus produtos são versáteis e adaptáveis ao contexto brasileiro, voltados para obras que exigem equipamentos dinâmicos e potentes de menor porte e alta performance. A empresa fornece um ano de garantia contra defeitos de fabricação e garante a fabricação de peças de reposição para manutenções e reparos em suas máquinas por 20 anos.
Silveira também explica que "a compra de equipamentos brasileiros facilita não só a reposição de peças e o conserto do equipamento, mas também as condições de compra. A aquisição de produtos nacionais possibilita o financiamento por meio do BNDES, garantindo prazos e taxas mais favoráveis".
Para 2026, a Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias da Abimaq prevê um crescimento de 5% para o setor, tendo em vista as concessões e obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além disso, considerando que os cronogramas de obra se estendem por cerca de 8 anos, o esperado é que o mercado siga aquecido ao menos a médio prazo.
Website: https://www.bristol.ind.br/

