A redução da taxa Selic e a expectativa de juros menores no financiamento imobiliário começam a reposicionar o mercado brasileiro de imóveis. A avaliação é compartilhada por especialistas do setor e aponta para um novo ciclo de aquecimento, impulsionado pela retomada gradual do crédito e pela migração de investidores da renda fixa para ativos imobiliários.
Para Patrick Manteuffel Alves da Silva, diretor da Anagê Imóveis, o atual momento econômico cria uma combinação considerada estratégica para quem pretende investir ou comprar um imóvel nos próximos meses.
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"Os juros elevados dos últimos anos fizeram muita gente manter recursos em aplicações financeiras conservadoras. Isso desacelerou o mercado e ajudou a estabilizar os preços dos imóveis. Agora, com a tendência de queda da Selic, o cenário começa a mudar", afirma.
Segundo ele, historicamente o mercado imobiliário reage rapidamente aos movimentos de redução dos juros, principalmente pela melhora das condições de financiamento e pelo aumento da procura. Dados recentes do mercado financeiro e do relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, já projetam novas reduções da Selic ao longo do ciclo econômico, com estimativas apontando juros próximos de 13,25% nos próximos meses, movimento que tende a ampliar o acesso ao crédito imobiliário e estimular investimentos no setor.
"Hoje ainda existe oferta com preços bastante competitivos. Quando o crédito fica mais acessível, a tendência natural é de aumento da demanda e valorização gradual dos imóveis", complementa.
O movimento ganha força em cidades com expansão econômica e crescimento populacional, como Joinville. O aumento da migração profissional e da geração de empregos vem pressionando o mercado de locação e elevando os valores dos aluguéis acima da inflação em diferentes regiões da cidade.
Na avaliação do executivo, esse cenário reforça o imóvel como ativo de renda e patrimônio de longo prazo. "O aluguel subiu muito nos últimos anos, em vários casos acima dos índices inflacionários oficiais medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso fortalece o imóvel como investimento, especialmente para quem busca retorno com locação", destaca.
Os imóveis compactos, como apartamentos de um dormitório, aparecem entre os produtos de maior liquidez e rentabilidade neste momento do mercado, principalmente em cidades com forte demanda por moradia. Outro fator que impulsiona o setor é a ampliação das condições facilitadas de compra em imóveis na planta, com parcelamentos diretos e entradas reduzidas.
"Quem consegue antecipar esse movimento tende a comprar melhor. O mercado imobiliário continua sendo uma alternativa sólida de investimento, especialmente em períodos de redução de juros", conclui Patrick Manteuffel Alves da Silva.
Sobre a Anagê Imóveis
Fundada em 1988, a Anagê é a maior imobiliária de Joinville (SC) e do Norte catarinense. Atualmente, conta com mais de 7 mil imóveis locados sob gestão. São 230 profissionais, entre funcionários e corretores associados.
Por seis anos consecutivos, a Anagê Imóveis é Great Place to Work (GPTW) e, pela terceira vez, é Top of Mind. Além disso, possui certificação da ISO 9001, que atesta nosso modelo de gestão de qualidade.