Prazer, meu nome é ‘Lésbica’

Na minha experiência, o pior dos apagamentos ocorre quando alguém se refere a mim apenas como “lésbica”. Sem perguntar meu nome, o que eu faço da vida, como eu me sinto, ou o que quero. Apagar a pessoa por trás da sexualidade também é invisibilizar. Não é feito apenas com lésbicas, mas também com outras pessoas da comunidade LGBTI+ e é algo que deve ser mais discutido, já que somos tantas coisas além de nossa orientação sexual e identidade de gênero. 

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Tenho uma relação pessoal com o HIV

Quando penso no futuro acredito que serei parte da última geração de militantes que atuam no enfrentamento da Aids, hoje existem diferentes formas de prevenção ao vírus como a PEP, PrEP e outros componentes da prevenção combinada. Mas ainda permanecem inúmeros desafios como a garantia de medicamentos mais eficazes e confortáveis para tratamento do HIV, o aumento de casos de infecção entre jovens de 15 a 24 anos, gays e outros HSH, pessoas trans e trabalhadores do sexo e o preconceito que ainda caminha junto ao vírus. Esses aspectos ilustram a urgência de nosso trabalho, a necessidade de ações e pesquisas que garantam os direitos de Pessoas Vivendo com HIV/Aids e espaços de discussão que tragam essa pauta que ainda é necessária. 

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Assumir a sua sexualidade é, ainda, um ato político

Ver pessoas públicas ganhando destaque e sendo incentivadas a assumirem suas sexualidades faz despertar a sensação de que existem outras possibilidades de ser e se entender como pessoa LGBTQI+ dentro da sociedade. Além disso, permite que essa questão seja discutida e debatida trazendo visibilidade para o movimento e ampliando a referência daquilo que as pessoas entendem sobre o que é a diversidade sexual.

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A escrita como forma de militância

É importante considerar que não foi apenas para luta e reivindicação de direitos que a escrita era utilizada, essas publicações tornaram possível a criação de um novo imaginário e de uma nova forma de ser e se colocar na sociedade por parte dos homossexuais, das lésbicas e das pessoas transgêneras. As manifestações culturais, a literatura e os artigos de opinião trouxeram outros elementos que até então não eram divulgados e seu conhecimento pertencia a um grupo restrito de pessoas.

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Mulher, quantas vezes já foi atacada por um homem?

Mas por que as mulheres incomodam tanto? Eu começo a pensar que é simplesmente por sermos mulheres, por estarmos inseridas em uma sociedade que possui raízes machistas e não consegue evoluir. Acontece que, independentemente da posição que você esteja, você será criticada.

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Tem idade certa para fazer política?

É um questionamento contínuo que recebo para entender qual o motivo entrei na política tão cedo. A resposta está que atualmente, somos 47 milhões de jovens, no Brasil. Na última eleição municipal o número de jovens na faixa etária de 16 a 25 anos foi de 17.147, sendo apenas 1.624 jovens eleitos.

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Promover a eficiência do Estado, gerindo a morte. (Parte II)

Em toda a grande cidade existe uma zona de exclusão legal onde helicópteros com policiais armados pairam sobre as casas dia e noite em busca de “inimigos”. Nesses locais, o “excludente de ilicitude” já é regra geral.

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