O país que só ama campeões
Entre a saudade de 2002 e as críticas à seleção atual, o Brasil revela uma mania curiosa: transformar campeões em lendas e esquecer que muitos dos craques que idolatra hoje já foram tratados como decepção ontem.
Entre a saudade de 2002 e as críticas à seleção atual, o Brasil revela uma mania curiosa: transformar campeões em lendas e esquecer que muitos dos craques que idolatra hoje já foram tratados como decepção ontem.
Entre fotos protocolares, guerra cultural importada e cálculo eleitoral, Flávio Bolsonaro tenta transformar a segurança pública em passaporte político internacional.
Entre conspirações, heróis plastificados e fantasia ideológica, o filme sobre Jair Bolsonaro tenta transformar ressentimento político em épico moral, e revela mais sobre o bolsonarismo do que gostaria.
Para reduzir penas de condenados e acelerar pautas de interesse político, o Congresso corre como se estivesse atrasado para salvar o mundo. Já quando o assunto é aliviar a vida de quem trabalha seis dias para descansar um, a pressa desaparece misteriosamente.
Entre teorias da conspiração, algoritmos e uma realidade cada vez mais distorcida, talvez o problema não esteja no que vemos, mas no que escolhemos acreditar.
Entre discursos morais e articulações de bastidor, a rejeição do nome ao STF expõe como fé e poder se cruzam, e se confundem, na política brasileira.
Entre a pressa dos vídeos de 30 segundos e o silêncio raro de uma conversa sem celular, talvez estejamos perdendo mais do que tempo.
Durante participação no programa Canal Livre, no dia 15, o governador Ratinho Júnior criticou o fim da escala 6×1 e citou Estados Unidos e Japão como modelo. O problema é o que ficou de fora dessa comparação.
Ao criticar a eleição de Erika Hilton para a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, o apresentador reduziu mulheres a um aparelho reprodutor. O problema não é apenas preconceito contra uma mulher trans — é um retrato clássico do machismo brasileiro.
A decisão de Donald Trump de capturar Nicolás Maduro e intervir militarmente na Venezuela não é apenas um gesto de força. É um retorno perigoso a uma lógica histórica que a região conhece bem — e que raramente termina como prometido.
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