Com tantas áreas do Direito fica difícil escolher qual é a mais correta para sua situação. Por isso, criei um pequeno guia de como escolher seu defensor

Geralmente a decisão pelo nome do advogado que fará uma defesa, uma ação cível ou trabalhista é feita na pressa, no impulso, diante de uma necessidade urgente a ser resolvida. Mas mesmo nas urgências, algumas dicas são essenciais para selecionar um bom advogado.

No caso de prisão, por exemplo, quando os familiares precisam de alguém para conversar com a pessoa detida ou acompanhar o depoimento, antes de decidir por um advogado que acompanhará todo o processo, a contratação do profissional pode acontecer por ato. Exemplos dessa situação são: acompanhar o depoimento frente à autoridade policial, ingressar com o pedido de liberdade provisória, acompanhar a audiência de custódia, entre outros. Tudo isso enquanto se finaliza a escolha pelo defensor.

É claro que existem diversas outras situações em que a escolha de um advogado por ato pode acontecer. Entretanto, vale a dica de esperar um pouco para realizar a escolha certa, que, com certeza, resultará num resultado melhor.

Pensando nisso, resolvi criar algumas dicas para te ajudar a escolher um bom advogado. Veja algumas delas abaixo.

Primeira Dica: definir a área do direito

Em algumas áreas do direito parece fácil escolher o advogado, como a criminal, por exemplo. No entanto, na própria área criminal existem especializações, como advogado especialista em defesas perante o Tribunal do Júri, crimes empresariais, estelionato, tráfico de drogas, dentre outros. Por isso, é importante entender bem qual a sua necessidade. Na área trabalhista também existem especializações, até porque determinados advogados são especializados nas reclamações trabalhistas de empregados, enquanto outros se voltam para a defesa das empresas. Do mesmo modo, temos os advogados cíveis, cuja especialização passa por contratos, famílias e imobiliários. Há também advogados generalistas, mas, hoje em dia, devido à complexidade das causas e a necessidade de estudo aprofundado, dificilmente um profissional conseguirá atuar em todas as áreas.

Segunda Dica: seleção dos profissionais

Após a definição da área do direito é importante selecionar os profissionais que serão consultados. Fazer uma lista de profissionais se tornou mais fácil atualmente, pois com os mecanismos de busca, redes sociais e entidades sem fins lucrativos tudo está presente na palma da nossa mão. No mar de informações que você irá encontrar, eu aconselho selecionar cinco profissionais numa lista geral dos mecanismos de busca. Em seguida, é importante navegar pelo site do escritório para verificar o que o advogado faz, escreve e divulga para identificar se existe uma concordância com suas opiniões. Lembre-se que é importante também ver quais associações ou institutos o profissional frequenta. E, por fim, verificar a sua formação acadêmica.

Terceira Dica. Agendar uma consulta

Agora é o momento de conhecer pessoalmente o seu advogado. Agende uma consulta para conhecê-lo, expor seus problemas jurídicos e ouvir a opinião do profissional. Faça todas as perguntas possíveis e exponha a verdade. Anote as opiniões e a estratégia jurídica para analisar qual melhor se adapta a sua necessidade pessoal. Aliás, é importante informar que tudo o que se conversa com um advogado é coberto pelo sigilo, então, nem sob uma ordem judicial o advogado pode falar sobre a consulta, podendo incorrer em pena de infração ética.

Quarta Dica: Escolha do profissional

Neste momento você tomará a decisão de escolher pelo profissional. Então, é importante verificar se você sentiu confiança no que ele falou e compreendeu de maneira clara como ele fará a sua ação ou defesa. Escolher um profissional da área jurídica é baseado muito no sentimento de segurança e confiança, e sempre pense que ele será sua voz perante um acusador e um julgador. Portanto, no caso criminal, sua liberdade estará nas mãos dele. Claro que ele não decide, quem decide é o juiz, porém, um bom trabalho ajuda muito no convencimento. Também é importante verificar a transparência que o advogado trabalha. Se ele explica todas as petições que ingressou, quais os próximos passos do processo, etc. A relação transparente entre cliente e profissional é a linha fundamental de uma boa defesa.

Quinta Dica: O Contrato de Prestação de Serviços.

Após escolhido o profissional, vem o momento de regular essa relação que durará por anos. O documento que rege a relação é o contrato de honorários ou, como também é chamado, contrato de prestação de serviços advocatícios. Nele deve constar todo o trabalho que será realizado, quais instâncias serão realizadas as defesas (Tribunal de Justiça, Superior Tribunal de Justiça, Supremo Tribunal Federal…) e, se houver execução, se estará inclusa nos serviços. Existem escritórios que cobram por uma defesa completa, outros por fases processuais, então, esse ponto deve estar muito claro no contrato.

Assim, espero que as dicas ajudem a escolher um bom profissional, que seja apto a resolver causas sob demanda. Além, é claro, de te ajudar a não cair em maus lençóis. 

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